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Projecto

O nosso ponto de partida

As “acções preparatórias” da rede Algarve Central irá avaliar o quadro de complementaridades e interdependências existentes ao nível dos principais sectores económicos e potenciais áreas de cooperação inter-municipal, por forma a definir as prioridades e opções estratégicas de desenvolvimento.

A identificação de projectos concretos de cooperação, bem como o seu contributo no quadro de desenvolvimento do território, atento o papel e objectivos de cada Município, será também um dos maiores desafios que agora se colocam a este grupo de Municípios, já que só através deste trabalho será possível preparar as bases para elaborar um Programa Estratégico de Acção municipal e inter-municipal que dê conteúdo à cooperação inter-urbana, fundamentando no futuro eventuais processos de candidatura ao QREN “redes urbanas para a competitividade e Inovação”.

Esta candidatura resulta também de um conjunto de constatações e evidências, há muito observadas em várias zonas urbanas, e que localmente se expressam nas seguintes vertentes:

-    vantagem na afirmação regional a partir da nova dimensão demográfica e económica;
-    partilha de recursos que aproximem os cinco territórios;
-    complementaridade funcional na estruturação dos fluxos de emprego, consequentemente da enorme mobilidade de pessoas entre os concelhos que constituem esta proposta.

Pretende-se ainda:
- criar massa crítica indispensável à instalação de equipamentos e serviços de nível superior necessários para atrair e desenvolver novas funções urbanas e actividades inovadoras, de modo a ganhar projecção internacional;
- tornar esta rede urbana mais estruturada e competitiva face a outros centros urbanos, permitindo o desenvolvimento de serviços à colectividade  e às empresas, e ao desenvolvimento das actividades económicas.

Objectivos estratégicos e programáticos a atingir.

Construir um quadro de cooperação futura baseado numa única Visão estratégica de desenvolvimento do território que consiga :
– identificar e valorizar os factores de criatividade e de promoção do conhecimento, de modo a poder vir a produzir novas dinâmicas de inovação ao nível dos produtos e serviços prestados pelos Municípios e demais entidades envolvidas,
- aprofundar a componente cientifica e inovadora nas actividades da rede promovendo a articulação com a Universidade do Algarve e o meio cientifico, designadamente pela oferta de espaços de acolhimento para projectos inovadores ligados aos recursos tecnológicos, energéticos, geológicos, marinhos, patrimoniais e turísticos;
– desencadear dinâmicas de trabalho entre as diversas entidades públicas, associativas e empresariais, assentes num objectivo estratégico de criação de  parcerias de cooperação inter-municipal e inter-institucionais ;
- potenciar as sinergias locais já existentes, perspectivando o seu alargamento para uma escala inter-municipal, que corresponda à satisfação das necessidades populacionais;
– definir metodologias de cooperação territorial e sectorial adequadas ao modelo de desenvolvimento a preconizar para o território, privilegiando os princípios da sustentabilidade ;
– preparar projectos comuns, em torno dos temas centrais de cooperação e de inovação territorial que venham a ser escolhidos pelas entidades envolvidas, que sejam demonstrativos das vantagens de um trabalho em rede, e que permitam (re)posicionar esta Rede Urbana a um nível nacional  e internacional.

Resultados a atingir.

Em termos mais objectivos, no final deste conjunto de “acções preparatórias”, iremos:

– deter uma avaliação comparativa de experiências de outras redes de cidades que possam ser consideradas equivalentes, e mediante um processo de reflexão conjunto, adaptar ao nosso território propostas de iniciativas específicas.
– avaliar o quadro de complementaridades e interdependências existentes ao nível dos principais sectores económicos e potenciais áreas de cooperação inter-municipal,
– definir as prioridades e opções estratégicas de desenvolvimento,
– identificar projectos concretos de cooperação, bem como o seu papel no quadro de desenvolvimento do território, atento o papel e objectivos de cada Município, mediante a estratégica de desenvolvimento estabelecida no quadro do QREN.
– definir propostas específicas de implementação das formas organizativas preconizadas para a sua concretização,
– preparar as bases para que seja possível elaborar um Programa Estratégico de Acção municipal e inter-municipal que dê conteúdo à cooperação inter-urbana, fundamentando no futuro eventuais processos de candidatura ao QREN “redes urbanas para a competitividade e Inovação”.

Metodologia do trabalho.

– definição do quadro de trabalho inter-municipal, em especial no que se refere ao papel das respectivas equipes técnicas envolvidas
– avaliação ex-ante quanto ao principais obstáculos e elementos impeditivos de uma futura concretização de projectos e iniciativas de cooperação,
– análise de outras experiências e situações similares,
– avaliação conjunta de potencialidades e desafios, bem como do papel a desempenhar por cada entidade (municípios e outros parceiros locais e regionais),
– sistematização das oportunidades e factores críticos de sucesso para a definição dos projectos a desenvolver de forma conjunta,
– determinação dos projectos individuais e colectivos que venham a integrar o Plano Estratégico global,
– ensaio da concretização prática dos elementos estruturantes e organizativos para a sua implementação,
– definição do modelo organizativo e funcional.

Os parceiros da Rede

Os principais objectivos que assumimos quanto ao papel dos actores locais são :

i.    participarem activamente na avaliação ex-ante, com a qual queremos validar desde logo os actuais obstáculos ao processo de desenvolvimento e ao aparecimento de projectos inovadores e diferenciados em torno dos principais vectores de afirmação territorial;
ii.    sugerirem propostas de iniciativas e modelos de articulação para o aparecimento de novas iniciativas de parcerias público-privadas;
iii.    identificar factores críticos de sucesso em torno do papel a desempenhar quer pelos actores públicos, quer pelas restantes entidades, instituições, empresas e associações empresarias;
iv.    detectar novos modelos de gestão e mobilização de meios financeiros que permitam, validando as principais prioridades, seleccionar os que possam vir a trazer maior valor acrescentado;
v.    identificar potenciais parceiros externos aos próprios Municípios que possam também assumir eles próprios a condução de algumas iniciativas e projectos.

Temas de Cooperação abrangidos.

As oportunidades decorrentes do lançamento de um processo de reflexão conjunta sobre o Parque das Cidades, os parques empresariais, de logística, tecnológicos e científicos, as frentes ribeirinhas e de mar, a mobilidade inter-concelhia, as acessibilidades, e os equipamentos desportivos e culturais, são desafios que importa abraçar e preparar.
Assim sendo, e tendo por base uma análise preliminar às prioridades de cada um dos municípios, justifica-se, na nossa perspectiva, que se aborde uma análise às oportunidades de se desenvolverem no futuro iniciativas de cooperação dedicadas a :

– Cooperação em torno dos factores territoriais considerados mais competitivos tais como o mar, o turismo, as tecnologias e serviços de saúde, as energias e o ambiente;
– Avaliação das condições de dinamizar o funcionamento em rede das áreas de incubação empresarial existentes e a criar ( Cace de Loulé, CI de Olhão, CIEA de Tavira), bem como das suas inter-actuações com os pólos científicos e tecnológicos, dinamizados em articulação ou por iniciativa da Universidade do Algarve;
– Valorização dos recursos territoriais, mediante uma abordagem integrada e sistematizada aos equipamentos existentes, apostando numa gestão em rede mais eficiente;
– avaliação das oportunidades e eventuais ganhos sócio-económicos decorrentes de novas práticas de gestão de equipamentos desportivos e iniciativas conjuntas de carácter  sócio-cultural;
– Abordagem a novos modelos de governação municipal;
 – Desenvolvimento de novos serviços e aplicações dirigidas à facilitação do acesso por parte de cidadãos e empresas a processos de licenciamento municipais;
– Abordagem ás problemáticas relacionadas com a mobilidade urbana, e a rede de transportes inter-urbanos e sub-urbanos.

Cronograma

Acções Preparatórias - Cronograma